Marcelo Portuga

Marcelo Portuga

Marcelo Augusto Gonçalves, conhecido profissionalmente como Marcelo Portuga, é um executivo criativo, produtor musical e estrategista fonográfico brasileiro reconhecido por estruturar carreiras, escalar catálogos e transformar movimentos culturais em operações musicais sustentáveis, com atuação no Brasil e no mercado internacional.

@marceloportuga

Sua trajetória atravessa diferentes ciclos da indústria fonográfica do funk urbano ao gospel contemporâneo sempre orientada por processos industriais, governança, distribuição global, propriedade intelectual e visão de longo prazo.

A formação de uma visão industrial no funk brasileiro

Marcelo Portuga iniciou sua carreira no ambiente do funk paulista, com passagem determinante pela GR6, onde consolidou sua base em gestão artística, produção musical, posicionamento de imagem e dinâmica comercial da música digital.

Esse período foi fundamental para a construção de sua leitura estratégica da música como indústria escalável, guiada por dados, contratos, distribuição e controle operacional e não apenas como expressão cultural.

Portuga Records: escala, hits e institucionalização

Em 2013, fundou a Portuga Records, gravadora independente voltada à descoberta, desenvolvimento e aceleração de talentos. Sob sua liderança, a empresa estruturou carreiras de artistas que se tornaram protagonistas da música brasileira, como Kevinho, Kekel, Jottapê, MC MM, Dani Russo, MC Hollywood, Tainá Costa, Lexa e MC Guimê.

Durante esse ciclo, Portuga esteve à frente de projetos que se tornaram marcos históricos da música digital brasileira, entre eles:

"Olha a Explosão" : Kevinho (mais de 1 bilhão de visualizações)

"Olha a Explosão" : Kevinho (mais de 1 bilhão de visualizações)

"Bum Bum Tam Tam" : MC Fioti (aprox. 1,7 bilhão de visualizações)

"Bum Bum Tam Tam" : MC Fioti (aprox. 1,7 bilhão de visualizações)

No auge de sua operação, a Portuga Records mantinha mais de 24 estúdios próprios, operando de forma integrada, o que possibilitou uma produção industrial superior a 500 músicas por mês, com alto giro de lançamentos e domínio total do pipeline criativo.

Esse modelo de escala, velocidade e controle reposicionou o funk como indústria estruturada e rendeu destaque nacional, incluindo capa da revista Veja, ao evidenciar o gênero como negócio musical consolidado.

Shows, turnês e expansão internacional

Paralelamente à força digital, Marcelo Portuga liderou a expansão de artistas para grandes palcos e circuitos internacionais, consolidando o funk brasileiro como produto de exportação cultural.

Entre os principais marcos:

  • - Palco principal da Festa do Peão de Barretos
  • - Lollapalooza Chile
  • - Turnês pela Europa, com forte presença em Portugal
  • - Kevinho realizou mais de 10 turnês em Portugal, estabelecendo presença contínua no mercado europeu.

Essa atuação integrou streaming, palco, território, marca e público, ampliando o valor das carreiras além do ambiente digital.

Kondzilla Records: governança, contratos e posicionamento global

Em 2017, Marcelo Portuga e Konrad Dantas fundaram a Kondzilla Records, estruturando o braço fonográfico do maior ecossistema de música urbana do país.

Como cofundador, Portuga teve papel central na criação do modelo de negócio, na governança artística e empresarial e na institucionalização do funk dentro do mercado global, elevando padrões contratuais, artísticos e comerciais.

Universal Music Publishing Group

Entre os principais marcos estratégicos desse período:

Contrato milionário de distribuição global com a The Orchard

Contrato editorial [publishing] com a Universal Music Publishing Group

Esses acordos integraram fonograma, distribuição e publishing sob uma lógica profissional de indústria, posicionando a Kondzilla Records em patamar internacional.

Publicidade, licenciamento e audiovisual

Durante sua atuação na Kondzilla Records, Marcelo Portuga liderou projetos de publicidade, licenciamento e audiovisual com grandes marcas e instituições, incluindo:

LGCasas BahiaMcDonald's

Músicas do catálogo também foram utilizadas em ações institucionais do Instituto Butantan, durante a pandemia.

KondZilla

KondZilla Festival

O KondZilla Festival no Sambódromo do Anhembi aconteceu em 19 de novembro de 2019, sendo um grande evento de estreia que reuniu diversos nomes do funk e do pop, como Kevin O Chris, Léo Santana, Lexa, Kevinho e o próprio Alok, no pavilhão coberto do Anhembi, celebrando a nova geração da música brasileira com mais de 10 horas de shows.

Foi a primeira edição do festival, organizado pelo produtor KondZilla, conhecido pelo maior canal de música do YouTube.

O evento marcou a união de artistas do funk e outros gêneros no mesmo palco, segundo noticiado na época pelo Metrópoles e pela Veja SP.

Embora o evento tenha sido em 2019, a busca pode ter vindo de interesse em edições futuras ou do histórico do festival.

Audiovisual

No audiovisual, artistas da gravadora participaram de produções originais da Netflix, com contratos formais assinados, incluindo as séries Sintonia e DNA do Crime.

Virada espiritual, propósito e reconhecimento internacional

Após a perda de seu pai, Marcelo Portuga viveu uma experiência espiritual profunda que resultou em sua conversão ao cristianismo evangélico e em uma reavaliação estratégica de sua atuação na indústria musical.

Em 2024:

  • Realizou a venda da Portuga Records, encerrando seu ciclo no funk secular;
  • Foi vencedor do Grammy, ao lado de Thalles Roberto, com premiação recebida em 14 de novembro de 2024.

Novidade Urbana e AHSA Music:gospel em escala global

Após essa transição, fundou a Novidade Urbana e tornou-se sócio da AHSA Music, com operação no Brasil e nos Estados Unidos.

No mercado americano, fechou contrato de distribuição com a Virgin Music.

O casting inclui Clóvis Pinho, Emanuelles, além do projeto Marcados e do projeto infantil cristão Turma da Capivara, voltado ao público infantil, com proposta educativa e multiplataforma.

Tese executiva e Legado

Marcelo Portuga não opera lançamentos opera sistemas.

Seu diferencial está em:

  • - Escalar produção e catálogo em nível industrial;
  • - Negociar contratos estruturantes;
  • - Transformar artistas em marcas globais;
  • - Alinhar fé, mercado, governança e impacto cultural.

Do funk ao gospel, sua trajetória é marcada por reinvenção estratégica, execução comprovada e visão de longo prazo.

Quando Marcelo Portuga entra em um projeto, a indústria presta atenção porque estruturas são construídas e mercados se movem.